domingo, 25 de novembro de 2007

DIA DA ASTRONOMIA


Dia da Astronomia na Escola - 4 de Dezembro 2007
Astronomia, que etimologicamente significa "lei das estrelas" com origem grego: (άστρο + νόμος) povos que acreditavam existir um ensinamento vindo das estrelas, é hoje uma ciência que se abre num leque de categorias paralelo aos interesses da física, da matemática e da biologia. Envolve diversas observações procurando respostas aos fenómenos físicos que ocorrem dentro e fora da Terra bem como em sua atmosfera e estuda as origens, evolução e propriedades físicas e químicas de todos os objectos que podem ser observados no céu (e estão além da Terra), bem como todos os processos que os envolvem. Observações astronómicas não são relevantes apenas para a astronomia, mas também fornecem informações essenciais para a verificação de teorias fundamentais da física, tais como a teoria da relatividade geral.

A origem da astronomia se baseia na antiga (hoje considerada pseudo ciência) astrologia, praticada desde tempos remotos. Todos os povos desenvolveram, ao observar o céu, um ou outro tipo de calendário, para medir as variações do clima no decorrer do ano. A função primordial destes calendários era prever eventos cíclicos dos quais dependia a sobrevivência humana, como a chegada das chuvas ou do frio. Esse conhecimento empírico foi a base de classificações variadas dos corpos celestes. As primeiras ideias de constelação surgiram dessa necessidade de acompanhar o movimento dos planetas contra um quadro de referência fixo.

A Astronomia é uma das poucas ciências onde observadores independentes possuem um papel activo, especialmente na descoberta e monitorização de fenómenos temporários. Muito embora seja a sua origem, a astronomia não deve ser confundida com Astrologia, o segmento de um estudo teórico que associava os fenómenos celestes com as coisas na terra (marés), mas que se apresenta-se falho ao generalizar o comportamento e o destino da humanidade com as estrelas e planetas. Embora os dois casos compartilhem uma origem comum, seus seguimentos hoje são bastante diferentes; a astronomia incorpora o método científico e associa observações científicas extraterrestres para confirmar algumas teorias terrenas (o hélio foi descoberto assim), enquanto a única base científica da astrologia foi correlacionar a posição dos principais astros da abóbada celeste (como o Sol e a Lua) com alguns fenómenos terrestres, como o movimento das marés, o clima ou a alternância de estações.
Origem: Wikipédia

Apresentação das actividades de Ciência Viva

http://www.slide.com/r/5FV08MdQ4z-u-F4IGLYqdTE6gjwf-k-1?previous_view=mscd_embedded_url&view=original

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Actividades de investigação



Saídas de campo com o objectivo de recolher água e solos para posterior análise em laboratório.

Os alunos mostram-se muito motivados com as actividades propostas.

O Ninho

Protecção da Vida - Onde tudo começa
Ninho de Melro

Um ninho é uma estrutura construída pelas aves e alguns outros animais para ali colocarem os ovos e fornecerem protecção aos recém-nascidos.
Os ninhos das aves são regra geral construídos com palhas, ramos, ervas ou outros materiais, muitas vezes "forrados" com penas macias do seu próprio corpo.
A maioria das aves constrói os ninhos nas árvores ou arbustos, outras como as águias constroem-nos em zonas rochosas. Cada espécie constrói o seu ninho de forma diferente.

Outono


A água entre pedras

A Fonte de vida está em risco. Vamos preservá-la educando para a Vida.

Os Cogumelos na sala de Aula




Aprendemos na sala de aula como se produzem os Cogumelos.

Estamos a acompanhar a nossa produção.



Cogumelo é o nome comum dado às frutificações de alguns fungos das divisões Basidiomycota e Ascomycota.A frutificação é a estrutura de reprodução sexuada destes organismos, tendo uma ampla variedade de formas e cores.Muitos cogumelos são comestíveis, alguns, como Agaricus blazei, o Cogumelo do sol e Pleurotus spp. entre outros são largamente cultivados, outros, no entanto, são tóxicos, podendo, em alguns casos levar à morte. Há ainda certos cogumelos com propriedades alucinógenas, utilizados tradicionalmente por diversos povos ao redor do mundo. O mais famoso destes é o Psilocybe cubensis, no entando outras espécies de Psilocybe e mais raramente em outros gêneros, como "Campanella" tem as mesmas propridades, devido à presença de psilicona e psilocibina. Psilocybe é muito utilizado em rituais no sul do México. Outra espécie utilizada em rituais, desta vez na Sibéria é o Amanita muscaria.Exemplos de cogumelos cultivados para alimentação: Champignon, Shiitake, Maitake, Porto Bello, Shimeji Preto, Shimeji Branco.

Dados retirados wikipédia




Algumas moradas onde se encontram notas de bastante interesse sobre a produção de cogumelos, podem ser encontradas no sitio da Naturlink.

O Medronho

GERAL: Arbusto ou árvore de folha perene; porte pequeno que vai dos 5 aos 10 m de altura, excepcionalmente atinge 15 m. Possui copa oval e espessa. O tronco e os ramos são tortuosos. A casca é fendilhada, destacando-se em tiras, geralmente acastanhadas.

FOLHAS: De forma lanceoladas, de 5-10 cm de comprimento, coriáceas, serradas, com pecíolo curto, alternadas, glabras excepto na base; lustrosas e verde-escuras por cima, mais claras por baixo.

FLORES: Floração de Outubro a Fevereiro. As flores são hermafroditas, brancas com matizes verde ou rosa, formam inflorescências em panículas pendentes (cachos pendentes).

FRUTOS: O fruto globoso e verrugoso, mede entre 15 a 20 mm, é primeiro verde passando por amarelo e tornando-se depois escarlate a vermelho-escuro durante o amadurecimento que ocorre no Outono do ano seguinte.

Frutifica a partir dos 8-10 anos.

GOMOS: Globulosos e pequenos.

CASCA: O tronco possui um ritidoma pardo-avermelhado ou pardo-acinzentado, delgado, gretado, muito escamoso, caduca em pequenas placas nos exemplares mais velhos.

ECOLOGIA: É uma árvore tolerante ao assombramento; suporta climas com períodos estivais secos e pluviosidade baixa, bem como altitudes elevadas, até 1200 m.

Prefere solos siliciosos da costa ou da montanha, mas suporta os calcários e pobres em húmus, de textura e humidade médias.

Renova bem pelo cepo.

Vive para além de 200 anos.

DISTRIBUIÇÃO: Espécie mediterrâneo-atlântica, que se encontra no Sudoeste do continente, indo da Irlanda, Bretanha, regiões tipicamente de clima atlântico, à costa mediterrânica.

Em Portugal é espontânea em quease todo o território, embora com maior frequência a sul do Tejo, onde adquire importância de relevo, sobretudo nas serras de Monchique e do Caldeirão nas quais ocupa proporcionalmente grandes superfícies.

UTILIZAÇÃO: Ornamental, devido às flores e frutos muito vistosos que sobressaem das folhas verde-escuro.

Os frutos, comestíveis, servem a produzir a perfumada aguardente de medronho.

OBSERVAÇÕES: O medronheiro, devido à degradação da floresta primitiva, é hoje uma das únicas espécies com porte arbóreo em matos perenes, nas orlas de bosques nas encostas e mais terras, outrora cobertas de carvalhos

Resistente à poluição urbana

A reprodução do medronheiro obedece a um mecanismo natural a esta espécie. Começa com a queda do fruto maduro no Outono/Inverno, a partir do qual se produz uma maceração e fermentação das sementes. Esta é ajudada em grande parte pela manta vegetal e o sucesso de germinação na Primavera seguinte dependerá das condições edafo-climáticas em que decorreu essa maceração/fermentação.

Retirado de: Árvores e arbustos de Portugal

OUTONO

http://jn.sapo.pt/2006/11/04/norte/desperdicados_beneficios_cogumelos.html

Desperdiçados benefícios dos cogumelos

Eduardo Pinto

Mais um Outono repleto de cogumelos silvestres, mais um ano sem legislação para o sector, mais uma corrida desenfreada a um recurso precioso, em que os intermediários são quem mais ganha com a venda. Portugal começa agora a despertar para esta potencialidade, mas Espanha, Itália, França e Suíça há muito a valorizam, comprando-a cá para consumir lá, em fresco, congelada ou em conserva de azeite.Não que por cá não lucre quem o apanha e vende a intermediários. Cinco a 20 euros por quilo, limpos, não é propriamente valor desprezível para quem vive do magro sustento que a terra assegura. O problema é que o grosso da mais-valia não fica para eles.Este o principal problema identificado pelo investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Artur Cristovão. As populações não negligenciam o produto, uma vez que sempre lhe reconheceram valor alimentar, tantas vezes para substituir carne e peixe, bem mais caros. "A negligência está na gestão do recurso e aproveitamento económico que traga mais benefícios para as populações".Falta de legislaçãoNum estudo desenvolvido há cerca de um ano, Cristóvão constatou que os intermediários portugueses ou comerciantes espanhóis situam-se, geralmente, logo à saída do bosque onde as famílias apanham os cogumelos. "Têm carrinhas e balanças, fazem uma triagem rápida e pagam o que entendem". O produto é a seguir vendido a diversas unidades, que se encarregam do seu processamento e o transportam para mercados onde são altamente valorizados.A culpa é da "situação de alegalidade (inexistência de lei) no sector", aduz o presidente da Associação Micológica Pantorra, com sede em Mogadouro, Francisco Xavier Martins. "Temos alertado as entidades competentes, mas devem ter tido outras coisas em que pensar", atira. O tema voltará a estar em debate nas jornadas europeias sobre micologia que amanhã começam, em Bragança, e decorrem até dia 12.Guilhermina Marques, docente da UTAD, adianta que já houve uma primeira tentativa de criar legislação, através de um conjunto de entidades que fizeram o ponto da situação do sector. "Em 2001, apresentámos os relatório com as linhas orientadoras ao Ministério do Ambiente, mas, com a alternância de governos, o processo ficou parado", denuncia.Os investigadores defendiam que as pessoas que apanham cogumelos devem aprender algumas regras, pois há processos mais destrutivos do que outros. As quantidades colhidas também deveriam ser regulamentadas, bem como os tamanhos autorizados e os objectos permitidos para auxiliar a recolecção. A comercialização e transformação são outros pontos que deverão merecer a atenção do legislador.Restaurantes aproveitamO potencial gastronómico dos cogumelos começa já a ser aproveitado por restaurantes na região. É o caso do "Flor de Sal", em Mirandela. O gerente, João Paulo Carlão, orgulha-se de servir sempre cogumelos nas refeições. Apostado numa cozinha de qualidade, diz que procurou sempre informar-se dos melhores produtos regionais para os poder confeccionar no restaurante. "Os cogumelos são um deles".O responsável abastece-se numa unidade de produção de diversos tipos de cogumelos, em Benlhevai (Vila Flor). A repolga, os boletus, as trufas, entre outros, acompanham qualquer refeição, seja como entrada, utilizados na confecção de um prato ou como sobremesa. Um jantar eno-gastronómico recente, com cerca de 80 pessoas, na maioria do litoral do país, teve como exigência repolga grelhada e arroz de boletus para acompanhar a carne. E, por vezes, revela João Paulo Carlão, "até servimos gelado de cogumelo".Os cogumelos silvestres podem ainda desempenhar um importante papel de defesa dos castanheiros contra doenças como o cancro e a tinta. Guillhermina Marques adianta que os fungos micorrízicos provocam o envolvimento da raiz dos castanheiros com mecélio, o que provoca uma barreira física que impede o acesso a outros fungos. Daí que a mobilização dos solos esteja totalmente desaconselhada nos soutos.50 mil variedades de cogumelos estão identificadas em todo o Mundo. Em Portugal, estão identificadas cerca de 300 espécies. Pouco mais de uma dezena terá interesse gastronómico.90% de água na composição da maioria dos cogumelos. Daí a sua fragilidade. Nascem, crescem, vivem e morrem no espaço de uma semana.5 euros é o preço médio pago por intermediários aos colectores pela maioria das espécies de cogumelos apreciadas no estrangeiro. No caso dos boletus, chegam a pagar 20 euros por quilo.