sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O Medronho

GERAL: Arbusto ou árvore de folha perene; porte pequeno que vai dos 5 aos 10 m de altura, excepcionalmente atinge 15 m. Possui copa oval e espessa. O tronco e os ramos são tortuosos. A casca é fendilhada, destacando-se em tiras, geralmente acastanhadas.

FOLHAS: De forma lanceoladas, de 5-10 cm de comprimento, coriáceas, serradas, com pecíolo curto, alternadas, glabras excepto na base; lustrosas e verde-escuras por cima, mais claras por baixo.

FLORES: Floração de Outubro a Fevereiro. As flores são hermafroditas, brancas com matizes verde ou rosa, formam inflorescências em panículas pendentes (cachos pendentes).

FRUTOS: O fruto globoso e verrugoso, mede entre 15 a 20 mm, é primeiro verde passando por amarelo e tornando-se depois escarlate a vermelho-escuro durante o amadurecimento que ocorre no Outono do ano seguinte.

Frutifica a partir dos 8-10 anos.

GOMOS: Globulosos e pequenos.

CASCA: O tronco possui um ritidoma pardo-avermelhado ou pardo-acinzentado, delgado, gretado, muito escamoso, caduca em pequenas placas nos exemplares mais velhos.

ECOLOGIA: É uma árvore tolerante ao assombramento; suporta climas com períodos estivais secos e pluviosidade baixa, bem como altitudes elevadas, até 1200 m.

Prefere solos siliciosos da costa ou da montanha, mas suporta os calcários e pobres em húmus, de textura e humidade médias.

Renova bem pelo cepo.

Vive para além de 200 anos.

DISTRIBUIÇÃO: Espécie mediterrâneo-atlântica, que se encontra no Sudoeste do continente, indo da Irlanda, Bretanha, regiões tipicamente de clima atlântico, à costa mediterrânica.

Em Portugal é espontânea em quease todo o território, embora com maior frequência a sul do Tejo, onde adquire importância de relevo, sobretudo nas serras de Monchique e do Caldeirão nas quais ocupa proporcionalmente grandes superfícies.

UTILIZAÇÃO: Ornamental, devido às flores e frutos muito vistosos que sobressaem das folhas verde-escuro.

Os frutos, comestíveis, servem a produzir a perfumada aguardente de medronho.

OBSERVAÇÕES: O medronheiro, devido à degradação da floresta primitiva, é hoje uma das únicas espécies com porte arbóreo em matos perenes, nas orlas de bosques nas encostas e mais terras, outrora cobertas de carvalhos

Resistente à poluição urbana

A reprodução do medronheiro obedece a um mecanismo natural a esta espécie. Começa com a queda do fruto maduro no Outono/Inverno, a partir do qual se produz uma maceração e fermentação das sementes. Esta é ajudada em grande parte pela manta vegetal e o sucesso de germinação na Primavera seguinte dependerá das condições edafo-climáticas em que decorreu essa maceração/fermentação.

Retirado de: Árvores e arbustos de Portugal

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